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TV KILLED THE CINEMA STAR

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A Filipa Votou Night King e Explica-nos Porquê

A minha amiga Ana Rita disse, a propósito do penúltimo episódio de «Game of Thrones»: “A morte não escolhe momentos de apoteose, não espera por redenção, não se curva perante a rainha, o herói, o que quer que seja. Eles morrem de qualquer maneira e quando calha, porque a vida é mesmo assim”. E raios me partam se não foi a coisa mais bonita que já li até hoje. Se não têm os episódios em dia, não leiam este texto.

 

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Vejo «Game of Thrones» já com um certo desprendimento, porque não me lembro de metade do que se passou e, entretanto, mamei mais umas quantas séries pelo caminho. O meu mind palace tem capacidade limitada. Ou me lembro de quem disse o quê em que episódio de qual série ou de comprar ovos e detergente da loiça. Já não vou para nova. 

 

Sou uma miúda do inverno. Gosto de fresco, não gosto de frescuras. Com o frio, a produtividade no trabalho é mais alta, as noites são mais enroscadas, as reuniões de amigos mais íntimas, as séries melhores, tudo é mais confortável. À partida, prefiro logo o Norte, para lá da muralha. Porque também tenho alguns problemas com a autoridade e Governo… Além disso, gentes de Westeros, vocês têm assim tanto a que se agarrar? Já nem vou falar da população aka churrasco. Mas foquemo-nos nas principais famílias.

 

 

Daenerys, filha, nunca conheceste a tua família, os teus aliados e amigos morreram todos, ninguém gosta de ti em Westeros e o teu sobrinho não te quer comer porque é errado. Se eu percebi e aceitei isso quando os meus sobrinhos fizeram 18 anos (e são bem mais altos e bonitos do que o teu), também tens de engolir. Cresceste com o pior dos irmãos Targaryen, deram-te a casar a um gajo que fez de namorado da Pamela Anderson no «Baywatch». Dois tiros ao lado, e tinha-te saído o Tommy Lee, filha, vê lá tu. Em vez de dragões, tinhas clamídia e “uma grande patite vê”. E já só te sobra um dragão. Que no teu caso, são filhos. Pronto. Há filhos cães, gatos, aí não vou mexer porque é um assunto delicado.

 

 

Jon, minha rodinha 26, nunca pertenceste a lado nenhum. Afinal, és de uma linhagem mais fina que a dos Saxe Coburg Gotha e nunca to disseram. Ainda hoje, te curvas perante outros mais fracos de tu. E comeste a tua tia, olha, ao menos isso. Nem todos se podem gabar do mesmo. Quantas pessoas é que te restam? Fora as que te colocaram de lado porque eras bastardo. E essa vida na muralha, hã? Fortezinha. Desgraçado do rapaz.

 

 

Sansa, Arya, Bran, vou mencionar todos de uma vez, os Stark. A vossa família é daquelas onde nem a Segurança Social se quer meter. Até me custa enumerar os problemas todos. Não só porque me angustiam, mas porque sou má a Matemática a partir de um certo número. Culpo o Ned. Fossem os tomates dele da horta e não de um armazém bio qualquer, e os miúdos teriam melhor futuro.

 

 

Cersei, se não fosses de derrocada, ias de cirrose. Perdeste o teu pai, os teus filhos, só te restou o teu irmão. E vá lá que ele, como homem que é, não abriu a boca para dizer “Olha, além de ti, dormi com a tipa grande lá no Norte” antes de o entulho te atingir esse cérebro ébrio. Ao menos, foste em paz nesse sentido. Não há amor como o de irmãos.

 

Ou eu estou muito amargurada, ou a escrita desta temporada irritou-me, ou é a chegada do verão, do período, não sei. Mas vejo «Game of Thrones» muito negro e aborrecido. Daí o Night King. Trazer alguém da morte para que não viva parece um alívio tremendo. Andar ali, de boca (ou mandíbula exposta) aberta, sem pensamentos, parece melhor do que qualquer dos destinos dos personagens. À exceção do Bronn. Era menina para meter esse gajo no Trono. Só ele sabe viver. Uma não vida sem memórias ou pensamentos para estes desgraçados que sofreram do início ao fim.

 

Além disso, inverno sempre. Sem trânsito ao pé do mar. Sem pedicures de gel rosa fúschia em “sendália” de brilhos, autobronzeadores, putos ranhosos na areia, incêndios, sunsets caríssimos e música lounge. Só com sundaes.

 

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Slogan: Sem merdas. Night King. Por uma Westeros sem merdas.

 

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