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Androids & Demogorgons

TV KILLED THE CINEMA STAR

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Os Pilotos Vistos Pela Cath #1: A Discovery of Witches

Antes de mais, deixem-me introduzir-vos ao meu mundo de séries.

 

Olá, eu sou a Cath e já fui viciada em séries de TV. Hoje em dia tornei-me mais seletiva na minha escolha de novas séries e, também, nas decisões de continuar ou não a ver algumas delas. Já conto com mais de 200 séries vistas (nem todas completas, pois está claro) mas acima de tudo, este número parou de aumentar exponencialmente pela minha necessidade de deixar de ver só por ver. Cansei-me dessa vida.

 

Hoje trago-vos um novo segmento aqui no Androids & Demogorgons, novos pilotos que, segundo a minha avaliação (que vale o que vale) podem ou não interessar-vos. Vamos a isto?

 

Série: "A Discovery of Witches"

Género: Fantasia/Sobrenatural/Histórico

 

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Infos relevantes: Baseado na trilogia de livros All Souls de Deborah Harkness, trata-se de uma série britânica da Sky One, primeira temporada de 8 episódios.

 

Porquê de ter interesse na série: Alex Kingston (ER, Doctor Who) e Matthew Goode (Downton Abbey, The Good Wife) foram as razões principais por ter aberto a porta à série. Se tem atores que gosto é sinal que vou dar hipótese, se bem que o tema sempre me suscitou algum interesse.

 

Pontos positivos: Neste género de séries será muito fácil cair no banal, mais uma sobre bruxas e vampiros, mas não foi o caso, pelo menos do piloto. A premissa é intrigante mas sem nos dar em antemão um futuro sobre o rumo da série. Matthew Goode tem um papel super interessante e intenso.

 

Pontos negativos: Teresa Palmer (Lights Out) será capaz de não ser apenas a protagonista ingénua e bonitinha, estilo Twilight? Um olhar sobre o trailer demonstra-nos que a série se irá focar no romance, mas espero que o resto do conteúdo seja superior para que não se torne apenas em mais uma série de meles.

 

Para quem é esta série: Se gostam de séries sobre vampiros e bruxas, desvendar mistérios sobre a história de criaturas místicas, e com bons cenários então vão gostar.

 

Séries parecidas: The Originals, Vampire Diaries, Charmed, Buffy the Vampire Slayer, Witches of East End.

 

Vou continuar ou não: Se gosto do piloto, ou se não tive bem a certeza se sim se sopas, então vejo mais um episódio ou dois. Por isso, sim, vou ver mais um para me decidir se vale a pena.

 

 

Próximo piloto: Aqui entram vocês, preciso de sugestões e fico à espera nos comentários desta ajuda. Vocês escolhem o próximo. 

 

After Emmys: Café, Rennie e Muita Calma Nessa Hora

Depois de muita desilusão, 'discussão' e apenas três horas dormidas, encontra-se por fim algum discernimento para abordar os resultados dos 70º Primetime Emmy Awards, que decorreram ontem em Los Angeles. Para quem se queixa que nestas cerimónias nunca há surpresas, os Emmys vieram provar que estão errados: Regina King partiu em último para 'roubar' a estatueta no último instante e «The Handmaid's Tale», a grande vencedora de 2017, saiu sem qualquer prémio nas principais categorias. O trono mais desejado da noite, esse, foi para a suspeita do costume: «A Guerra dos Tronos».

 

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VENCEDORES

 

No meio de tanta revolta em torno de alguns resultados, a audiência tem passado um pouco ao lado do acontecimento mais marcante: a Netflix tanto ameaçou que igualou, para já, a toda-poderosa HBO. Ontem, 17, foram 23 Emmys para cada um. Após bater o canal no total de nomeações – a Netflix tinha 112 indicações e a HBO 108 –, o serviço de streaming estragou a onda de vitórias do canal, que não encontrava concorrência à altura há 16 anos. Mesmo com «Stranger Things» sem qualquer vitória (nem em categorias 'menores', como tinha acontecido em 2017), a Netflix encontrou a sorte em apostas bem-sucedidas como «Sem Deus», «The Crown» e até na mal-amada «Seven Seconds».

 

 

Se antes parecia haver um certo preconceito em relação ao streaming, nomeadamente no Drama, até pelo desprezo constante ao fenómeno «House of Cards» (e não só) – sem prémios de grande expressão – , este ano as diferenças esbateram-se, para mal dos pecados de aparentes favoritas como Penélope Cruz, Laura Dern ou Elisabeth Moss. No entanto, as surpresas não se ficaram pela Netflix: a HBO encontrou em «Barry» uma série capaz de bater «Atlanta», tida como vencedora anunciada nas categorias de representação masculinas, e Thandie Newton, de «Westworld», emergiu perante a força de «The Handmaid's Tale», que tinha três atrizes na luta de Melhor Atriz Secundária (Drama).

 

 

COMÉDIA: Afinal, foram «Barry» e «The Marvelous Mrs. Maisel» que se ficaram a rir

 

É certo que as vitórias de «Barry», da HBO, nas categorias de Melhor Ator e Melhor Ator Secundário – para Bill Hader e Henry Winkler, respetivamente –, não são propriamente um acontecimento inesperado, mas sim a ausência de «Atlanta» entre os vencedores. Com os elogios à segunda temporada e «Veep» fora da corrida, «Atlanta» parecia ter o caminho aberto para fazer a festa, ainda que «The Marvelous Mrs. Maisel» fosse discutir o Emmy de Melhor Série até ao fim (tendo mesmo sido eleita a vencedora). Donald Glover, aliás, até se terá vestido como o seu alter-ego e vilão Teddy Perkins para receber o prémio, ainda que alguns meios defendam que não era o ator por baixo do fato. A verdade é que era Teddy a ocupar o seu lugar, e Bill Hader fez mesmo questão de o cumprimentar antes de subir ao palco – revelando um papel branco, o discurso, na mão esquerda do interlocutor. Assim como Michael Keaton no Óscar perdido para Eddie Redmayne, também Donald não o chegou a usar.

 

 

Menos surpresas houve nas categorias de representação femininas, onde Rachel Brosnahan confirmou o seu estatuto de nova Julia Louis-Dreyfus, que não pôde manter a sua ronda de vitórias consecutivas porque «Veep» não teve novos conteúdos lançados no último ano. A atriz e a sua «The Marvelous Mrs. Maisel» continuam a conquistar o público e a crítica, sendo que para o ano terão de mostrar o que valem perante o regresso de «Veep» para a despedida e o crescimento de séries como «Barry», «Atlanta» e «GLOW». Já Kate McKinnon falhou o hattrick por culpa dessa mesma série, que lançou Alex Borstein para o segundo Emmy, depois de há cerca de uma semana ter sido premiada pela dobragem na série «Family Guy». Não esquecer que a criadora Amy Sherman-Palladino foi premiada por Melhor Argumento e Melhor Realização, perfazendo um total de sete Emmys para «The Marvelous Mrs. Maisel», que já contava com dois Globos de Ouro.

 

 

SÉRIE LIMITADA: Versace não domina, mas vence no final por KO

 

Enquanto «Sharp Objects» não chega para limpar tudo, algo 'agendado' para 2019, a Netflix e a FX protagonizaram um duelo interessante. Ao contrário do que se previa, Penélope Cruz não ganhou a corrida para Melhor Atriz Secundária, talvez com a 'ajuda' da divisão de votos com Judith Light, também de «O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story». Isso permitiu a ascensão ao topo do pódio da runner up Merrit Wever, de «Sem Deus», que voltou a ser coroada no principal palco da TV depois de «Nurse Jackie» (desta vez com o discurso preparado). A série da Netflix contou ainda com o Emmy de Melhor Ator para Jeff Daniels, que também estava nomeado nos secundários por «The Looming Tower», mas falhou o triplete com Michelle Dockery entre as atrizes principais. Empatada com «O Assassinato de Gianni Versace» nos atores, «Sem Deus» saiu derrotada na Realização (Emmy para Ryan Murphy) e no argumento – Emmy para "USS Callister", de «Black Mirror», que já tinha sido eleito Melhor TV Movie.

 

 

Não se esperava surpresas e Darren Criss venceu a concorrência para ir buscar o primeiro Emmy da carreira. O ator, que tem feito sucesso na Broadway, tem agora mais portas abertas, isto depois da ausência do pequeno ecrã após o final de «Glee», em 2015. Com um discurso emotivo, o carismático Blaine Anderson, agora eternizado como o terrível assassino em série Andrew Cunanan, parecia, tal como Bill Hader, um 'puto' genuinamente incrédulo e feliz. Por sua vez, na disputa de Melhor Atriz, Regina King não conseguiu esconder o choque e, quando chegou ao palco, perguntou "Really?!". Laura Dern, do TV Movie «The Tale», era a grande favorita à vitória, que já tinha alcançado em 2017 com «Big Little Lies» na categoria secundária, e Jessica Biel surgia logo de seguida graças ao seu maior papel da sua carreira até ao momento, em «A Pecadora».

 

 

DRAMA: Memória tramou Tatiana Maslany e premiou «A Guerra dos Tronos»

 

Com «Orphan Black» terminada há mais de um ano, poucos acreditavam na vitória da sua protagonista, Tatiana Maslany (que marcou presença na cerimónia com o colega de elenco Kristian Brunn), até porque o prémio parecia já pronto a entregar a Elisabeth Moss ou Keri Russell, como homenagem na sequência do final de «Os Americanos». Quem teve honras de despedida foi Claire Foy, que, assim como Regina King, não foi capaz de disfarçar a surpresa. O mesmo para Thandie Newton, que se julgava fora da corrida perante o trio de «The Handmaid's Tale». Com Yvonne Strahovski aparentemente em vantagem, apesar de competir com as vencedoras de 2017, Ann Dowd e Alexis Bledel, a verdade é que a Academia não votou em força numa delas e quem ganhou com isso foi «Westworld». Incapaz de repetir as vitórias nas categorias técnicas, a série da HBO entrou pela primeira vez nos Emmys principais.

 

 

Peter Dinklage veio mostrar que a audiência não se tinha esquecido de «A Guerra dos Tronos», apesar de não haver episódios novos há mais de um ano, ao 'limpar' o prémio de Melhor Ator Secundário perante a concorrência de David Harbour e Matt Smith, conquistando o terceiro Emmy pela série inspirada nos livros de George R.R. Martin. Apesar de ser uma categoria bem composta, em Melhor Ator já se antecipava o triunfo de Matthew Rhys, pelo seu trabalho brilhante em «Os Americanos», tantas vezes esquecido pelos Emmys.  Já se sabe que a Academia gosta de dar alguns prémios de despedida e as vitórias de Claire e Matthew vieram confirmar isso mesmo. «The Handmaid's Tale» viu a goleada ser confirmada ao fechar do pano, com «A Guerra dos Tronos» a vencer novamente como Melhor Série – algo antecipado no texto de previsões aqui no blogue.

 

 

JUÍZO FINAL: Não premiar «The Handmaid's Tale» devia dar pena de prisão

 

A ressaca dos Emmys, e da consequente noite mal dormida, alivia-se com café e muito mais horas de sono no dia seguinte (atendendo à hora a que este texto sai, não será o meu caso). O Rennie é, pois claro, uma alusão à 'azia' que fica depois de uma sucessão de surpresas 'desagradáveis' entre os vencedores, por entendermos que são injustas. Obviamente, nunca se chegará a consenso em relação à justiça ou injustiça dos resultados, tanto na TV como em qualquer outra área, mas isso não alivia a frustração, pelo menos para já. Aquilo que Elisabeth Moss tem vindo a fazer em «The Handmaid's Tale» irá ficar para a história, assim como Tatiana Maslany e a sua interpretação de duas dezenas de personagens (embora Sarah Paulson, confessa fã da atriz, se tenha esquecido disso na apresentação das nomeadas – mencionou seis atrizes e seis personagens).

 

 

Tenho mau perder desde que me conheço, mas, acima de tudo, lido mal com injustiças. Por mais racionais que sejamos (ou queiramos ser), há sempre uma parte de nós que se rende às emoções e nos estraga, parcialmente, as contas. Ainda assim, é essa mesma capacidade de sentir que enriquece e leva este encantamento pelas séries mais além. Feita a 'nota de culpa', vem o resto. «The Handmaid's Tale», que venceu oito Emmys em 2017, saiu da edição deste ano apenas com o Emmy de Melhor Atriz Convidada (Drama) para Samira Wiley. Há um ano, tinha sido Alexis Bledel, ex-«Gilmore Girls», a vencer esse prémio. Não defendo «The Handmaid's Tale» como a Melhor Série (embora torcesse por essa distinção), até porque reconheço e admito algumas falhas no argumento, mas acredito que as melhores atrizes da atualidade moram ali: Elisabeth Moss e Yvonne Strahovski não podiam ter saído a zeros.

 

A hegemonia de «A Guerra dos Tronos» percebe-se facilmente, tendo em conta que desde 2015, ano em que a série da HBO venceu pela primeira vez, a votação da categoria-maior foi aberta a toda a Academia. Procurava-se acabar com as críticas ao elitismo e, em vez disso, criou-se um novo problema: a Melhor Série é agora a série mais popular. A avaliação da qualidade deu lugar à premiação dos mais fortes, o que se vê facilmente quando séries como «Patrick Melrose», «A Pecadora» e até «GLOW» são totalmente ignoradas. Ou as séries de Ryan Murphy ou HBO são sucessivamente premiadas nas Séries Limitadas – «Olive Kitteridge», «O Caso de O.J. - American Crime Story», «Big Little Lies» e «O Assassinato de Gianni Versace» –, porque são também as mais vistas. Embora «Veep» tenha reconhecida qualidade, a sua ascensão a Melhor Série de Comédia, em 2015, foi sintoma do mesmo 'mal'.

 

Aqui ficamos, invariavelmente, para ver os próximos episódios.

Obrigada por terem estado desse lado neste especial Emmys 2018.

 

 

 

 

 

Snubs: As 20 Ausências Mais Notadas nos Emmys 2018

Nem só de nomeados e vencedores vivem os Primetime Emmy Awards, que têm lugar esta noite em Los Angeles. Na hora de celebrar o que de melhor é feito em televisão, é inevitável lembrar os malfadados 'snubs', isto é, os profissionais que ficaram fora da luta logo à partida, ignorados pela Academia. Não obstante, numa altura em que a TV tem tanta oferta e qualidade, é impossível premiar todos os que merecem.

 

Fiquem então com as 20 principais ausências na cerimónia de mais logo. Sintam-se à vontade para partilharem os vossos 'snubs' nos comentários.

 

 

alison.jpegAlison Brie, «GLOW» – Melhor Atriz (Comédia)

 

Christine.jpgChristine Baranski, «The Good Fight» – Melhor Atriz (Drama)

 

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Daniel Brühl, «O Alienista» (The Alienist) – Melhor Ator (Série Limitada)

 

 

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Freddie Highmore, «The Good Doctor» – Melhor Ator (Drama)

 

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Iain Armitage, «Young Sheldon» – Melhor Ator (Comédia)

 

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J.K. Simmons, «Counterpart» – Melhor Ator (Drama)

 

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Julia Garner, «Ozark» – Melhor Atriz Secundária (Drama)

 

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Kristen Bell, «The Good Place» – Melhor Atriz (Comédia)

 

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Kyle MacLachlan, «Twin Peaks» – Melhor Ator (Drama)

 

Lakeith.JPGLakeith Stanfield, «Atlanta» – Melhor Ator Secundário (Comédia)

 

Laura.jpgLaura Linney, «Ozark» – Melhor Atriz ou Atriz Secundária (Drama)

 

mandy.jpgMandy Moore, «This is Us» – Melhor Atriz (Drama)

 

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Noah Schnapp, «Stranger Things» – Melhor Ator Secundário (Drama)

 

winona.pngWinona Ryder, «Stranger Things» – Melhor Atriz (Drama)

 

the sinner.jpg«A Pecadora» (The Sinner) – Melhor Série Limitada

 

billions.jpg«Billions» – Qualquer categoria (a comédia nunca teve qualquer nomeação)

 

Mindhunter.jpeg«Mindhunter» – Melhor Série Limitada (ou Drama)

 

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«The Good Place» – Melhor Comédia

 

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«The Terror» – Qualquer categoria (teve 0 nomeações)

 

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«Uma Família Muito Moderna» (Modern Family) – Qualquer categoria (pela primeira vez, não teve qualquer nomeação)

 

Emmys 2018: Quem Vai Ganhar os "Óscares" da Televisão?

Se são fãs de séries, sabem qual a importância desta cerimónia. Se a vossa 'cena' é mais cinema, basicamente os Emmys são tão importantes para os seriólicos como os Óscares para os cinéfilos. Uma importância relativa, é certo, mas o facto de ficarmos a torcer pelas nossas séries e atores favoritos deixa-nos tão 'agarrados' como o típico cinéfilo que não gosta assim tanto de cerimónias de prémios, mas gosta ainda menos de perder.

 

 

Na antecipação da cerimónia apresentada pela dupla do «Saturday Night Live» Colin Jost e Michael Che, deixo os meus two cents sobre o assunto. Antes de seguirem viagem comigo, tomem nota: os Primetime Emmy Awards acontecem na madrugada de segunda para terça-feira e, em Portugal, são emitidos pela SIC Caras. Não sejam como aquelas pessoas que se enganam e aparecem todas arranjadas para um casamento... um dia antes (beijinho Filipa). Mas vamos lá ao que interessa...

 

 

 

Série Limitada/TV Movie: Ator | Atriz | Ator Secundário | Atriz Secundária | Série

Série de Comédia: Ator | Atriz | Ator Secundário | Atriz Secundária | Série

Série de Drama: Ator | Atriz | Ator Secundário | Atriz Secundária | Série

 

 

CATEGORIAS SÉRIE LIMITADA/TV MOVIE

 

Com o grande sucesso de 2017, «Big Little Lies», fora da corrida (a segunda temporada só sai em 2019), cabe o favoritismo ao grande vencedor de há dois anos, Ryan Murphy. Na altura, a primeira temporada de «American Crime Story», que abordou o mediático julgamento de O.J. Simpson, venceu um total de nove Emmys, incluindo Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Secundário e Melhor Série Limitada. Embora «Feud», também com produção executiva do criador de «Glee» e «American Horror Story», tenha sido incapaz de seguir as pisadas da predecessora há um ano – ficou a zeros nas categorias principais – muitos confiam em nova 'galinha dos ovos de ouro' para o império de Murphy. Será que têm razão?

 

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MELHOR ATOR

 

Nomeados: Antonio Banderas, Genius: Picasso; Benedict Cumberbatch, Patrick Melrose; Darren Criss, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story); Jeff Daniels, The Looming Tower; Jesse Plemons, Black Mirror "USS Callister"; John Legend, Jesus Christ Superstar Live in Concert

 

Com quatro nomeações prévias por «Sherlock» e uma por «Parade's End», Benedict Cumberbatch tenta alcançar a segunda vitória nesta categoria. Como principal adversário tem Darren Criss, outrora apenas o 'menino bonito' de «Glee», cantor e estrela em ascenção da Broadway, que surpreendeu a audiência com uma interpretação muito forte em «O Assassinato de Gianni Versace», onde deu vida ao assassino em série Andrew Cunanan. Apesar de "USS Callister" ter vencido o galardão de Melhor TV Movie nos Emmys já atribuídos no fim de semana passado, não se antevê a vitória do seu protagonista, Jesse Plemons, sendo que Jeff Daniels se arrisca também a sair de mãos a abanar, ainda que possa vencer na categoria de Melhor Ator Secundário. Antonio Banderas poderia revelar-se a surpresa da noite, mas não apostem muito nisso.

 

 

Quem vai ganhar: Darren Criss
Possível surpresa: Benedict Cumberbatch
Quem devia ganhar: Darren Criss

 

A opinião de outros seriólicos (aquele que acertar mais ganha um Demogorgon de estimação)

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MELHOR ATRIZ

 

Nomeados: Edie Falco, Law & Order True Crime: The Menendez Murders; Jessica Biel, A Pecadora (The Sinner); Laura Dern, The Tale; Michelle Dockery, Sem Deus (Godless); Regina King, Seven Seconds; Sarah Paulson, American Horror Story: Cult

 

Há um nome que se destaca imediatamente nesta lista: Laura Dern, a Melhor Atriz Secundária (Série Limitada) em 2017, por «Big Little Lies». Atendendo ao êxito estrondoso da longa-metragem «The Tale», que tem recebido críticas muito positivas, Laura Dern parte destacada rumo ao galardão. Michelle Dockery e Jessica Biel surgem logo a morder-lhe os calcanhares, pelo que não devemos fechar a porta a eventuais surpresas – sobretudo de Jessica, que contribuiu para a agradável surpresa de «A Pecadora». Eterna presença nas cerimónias de TV graças a «Os Sopranos» e «Nurse Jackie», Edie Falco é a underdog menos underdog desta lista, enquanto Regina King deverá ser castigada pela fraca qualidade de «Seven Seconds». Na sétima nomeação à estatueta, a quinta por «American Horror Story», Sarah Paulson dificilmente irá repetir a vitória de 2016, por «O Caso de O.J.: American Crime Story».

 

 

Quem vai ganhar: Laura Dern
Possível surpresa: Jessica Biel
Quem devia ganhar: Laura Dern ou Jessica Biel

 

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MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

 

Nomeados: Brandon Victor Dixon, Jesus Christ Superstar Live in Concert; Edgar Ramírez, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story; Finn Wittrock, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story; Jeff Daniels, Sem Deus; John Leguizamo, Waco; Michael Stuhlbarg, The Looming Tower; Ricky Martin, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story

 

Apesar de «O Assassinato de Gianni Versace» colocar três nomeados nesta luta a sete, ainda restam muitas dúvidas relativamente ao eventual favoritismo da segunda temporada de «American Crime Story». Desde logo porque, em termos de recetividade, a família Versace não teve o mesmo impacto na crítica e na audiência que o julgamento de O.J. Simpson. Caso confirme a vantagem na corrida, não será de estranhar ver Edgar Ramírez subir ao palco – ainda que a vitória recente de Lady Gaga nos Globos de Ouro dê força à hipótese Ricky Martin. Ou será que Michael Stuhlbarg vai finalmente ser premiado, depois de, recentemente, ter somado ao currículo «Fargo» e três nomeados (e vencedores) dos Óscares («A Forma da Água», «Chama-me Pelo Teu Nome» e «The Post»)? Embora seja uma categoria difícil de antecipar, tudo aponta para que Jeff Daniels possa voltar a cantar vitória – algo que não acontece desde 2013, altura em que venceu com «The Newsroom».

 

 

Quem vai ganhar: Jeff Daniels
Possível surpresa: Edgar Ramírez
Quem devia ganhar: Michael Stuhlbarg

 

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MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

 

Nomeados: Adina Porter, American Horror Story: Cult; Judith Light, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story; Letitia Wright, Black Mirror "Black Museum"; Merritt Wever, Sem Deus; Penélope Cruz, O  Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story; Sara Bareilles, Jesus Christ Superstar Live in Concert

 

Mais uma vez, e incontornavelmente, está em jogo uma questão muito direta: será «O Assassinato de Gianni Versace» um «O Caso de O.J.» ou um «Feud»? A primeira conquistou a Academia, a outra ficou-se pelas categorias técnicas. Como tal, embora seja provável uma disputa a duas, entre Penéople Cruz e Judith Light, com a espanhola a ganhar no sprint final, o prémio pode cair numa das (supostamente) menos favoritas. Nesse caso, destaca-se a brilhante Merritt Wever, premiada no passado por «Nurse Jackie» e agora num papel totalmente diferente em «Sem Deus». As outras candidatas parecem ter menos força, ainda que se possa premiar a carreira de Adina Porter – e pedir-lhe desculpa por ter sido ignorada tanto tempo – ou o êxito recente de Letitia Wright, que esteve em dois blockbusters («Black Panther» e «Vingadores: Guerra do Infinito»). Embora goste muito da Sara Bareilles, ainda não vai ser desta que ela vai dar 'música' aos Emmys.

 

 

Quem vai ganhar: Penélope Cruz
Possível surpresa: Merrit Wever
Quem devia ganhar: Merrit Wever

 

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MELHOR SÉRIE

 

Nomeados: Genius: Picasso; Sem Deus (Godless); O Alienista (The Alienist); O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story); Patrick Melrose

 

A estatueta deveria ir para «O Alienista», para ser feita alguma justiça a uma série totalmente ignorada nas categorias de representação. No entanto, como a justiça não se faz por compensação, este deverá ser mais um duelo entre «O Assassinato de Gianni Versace» e «Sem Deus», com a primeira a partir em larga vantagem. Com alguns prémios no 'limbo', e dependentes da reação da plateia à adaptação de um dos crimes mais sonantes dos anos 90 – ainda que a polémica não seja necessariamente negativa, até porque se revela muitas vezes marketing grátis (veja-se «Insatiable») –, este é um dos que parece estar no 'papo'. Sobretudo porque nenhuma das outras séries indicadas teve a mesma popularidade.

 

 

Quem vai ganhar: O Assassinato de Gianni Versace
Possível surpresa: Sem Deus
Quem devia ganhar: Sem Deus

 

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CATEGORIAS COMÉDIA

 

A história escreve-se nestas categorias sobretudo pelo que não vai acontecer. É impossível falar de Comédia sem mencionar «Transparent», uma das séries mais nomeadas nos últimos anos, e uma das maiores derrotadas na sequência dos escândalos sexuais que abalaram Hollywood desde o caso Weinstein. Jeffrey Tambor, o protagonista da série, foi um dos acusados e, como resultado da polémica, a quinta temporada ainda não tem data de estreia e a quarta, lançada em setembro de 2017, passou ao lado dos Emmys. Já Julia Louis-Dreyfus não poderá chegar à sétima vitória consecutiva como Melhor Atriz de Comédia, uma vez que «Veep» não teve novos conteúdos lançados em 2018. A sétima e última temporada chega só em 2019.

 

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MELHOR ATOR

 

Nomeados: Anthony Anderson, Black-ish; Bill Hader, Barry; Donald Glover, Atlanta; Larry David, Calma, Larry (Curb Your Enthusiasm); Ted Danson, The Good Place; William H. Macy, No Limite (Shameless)

 

Esta é uma das categorias mais imprevisíveis da noite. Donald Glover e Bill Hader partem na frente, mas a vitória de Ted Danson não seria propriamente uma surpresa. Enquanto muitos consideram que Donald, o vencedor do ano passado pela primeira temporada de «Atlanta», se superou no regresso da série, outros não conseguem esquecer a coroação do talento de Bill Hader numa série feita à sua medida. Já para quem viu Ted Danson em «The Good Place», é praticamente impossível não torcer por ele, por diversos motivos que não posso enumerar por serem, na sua maioria, spoiler. Por outro lado, Anthony Anderson merece vencer um Emmy por «Black-ish», mas ainda não deverá ser este ano. Choca-me sobremaneira que Larry David e William H. Macy nunca tenham sido premiados pelas suas séries, apesar de várias indicações, só que este ano tudo leva a crer que sejam cartas fora do baralho.

 

 

Quem vai ganhar: Donald Glover
Possível surpresa: Bill Hader
Quem devia ganhar: Ted Danson

 

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MELHOR ATRIZ

 

Nomeados: Allison Janney, Vida de Mãe (Mom); Issa Rae, Insecure; Lily Tomlin, Grace & Frankie; Pamela Adlon, Better Things; Rachel Brosnahan, The Marvelous Mrs. Maisel; Tracee Ellis Ross, Black-ish

 

Pela primeira vez desde 2011, a resposta a "And the winner is..." não será Julia Louis-Dreyfus. A vitória é quase garantida para Rachel Brosnahan, que já levou a melhor sobre a concorrência nos Globos de Ouro deste ano, e deverá finalmente ter a celebração merecida na principal cerimónia de TV. As restantes nomeadas surgem vários furos abaixo, com Tracee Ellis Ross e Allison Janey na segunda linha, e o  fator-surpresa de Pamela Adlon ou Issa Rae não se adivinha provável. Numa categoria muito concorrida, custa ver a ausência de nomes como Alison Brie, de «GLOW», e Kristen Bell, de «The Good Place», que, ainda assim, também não estariam à altura de Rachel Brosnahan.

 

 

Quem vai ganhar: Rachel Brosnahan
Possível surpresa: Tracee Ellis Ross
Quem devia ganhar: Rachel Brosnahan

 

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MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

 

Nomeados: Alec Baldwin, Saturday Night Live; Brian Tyree Henry, Atlanta; Henry Winkler, Barry; Kenan Thompson, Saturday Night Live; Louie Anderson, Baskets; Tituss Burgess, Unbreakable Kimmy Schmidt; Tony Shalhoub, The Marvelous Mrs. Maisel

 

Será que Alec Baldwin vai repetir a vitória de há um ano? A escolha nas categorias secundárias de Comédia foi uma resposta política a Donald Trump, com Alec Baldwin a 'roubar a cena' com a sua interpretação do candidato e depois presidente dos Estados Unidos no «Saturday Night Live». Ainda assim, e ao contrário de 2017, o ator parece ter a concorrência de peso de Henry Winkler e Tony Shalhoub, dois veteranos adorados pela crítica. O papel desastrado de Winkler em «Barry» pode ser o suficiente para levar a estatueta, dando o reconhecimento merecido a um performer que soma sete nomeações desde 1976 e nenhuma conquista. Brian Tyree Henry não seria um vencedor descabido, mas terá novas oportunidades, ao contrário de Tituss Burgess que, injustamente, se arrisca a nunca ser coroado pela sua prestação do outro mundo em «Unbreakable Kimmy Schmidt», entretanto cancelada.

 

 

Quem vai ganhar: Henry Winkler
Possível surpresa: Tony Shalhoub e Alec Baldwin
Quem devia ganhar: Henry Winkler

 

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MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

 

Nomeados: Aidy Bryant, Saturday Night Live; Alex Borstein, The Marvelous Mrs. Maisel; Betty Gilpin, GLOW; Kate McKinnon, Saturday Night Live; Laurie Metcalf, Roseanne; Leslie Jones, Saturday Night Live; Megan Mullally, Will & Grace; Zazie Beetz, Atlanta

 

Ao contrário de Alec Baldwin, Kate McKinnon parece ter conseguido manter o buzz em torno das suas múltiplas personagens em «Saturday Night Live». A tal nível que a vitória de outra atriz nesta categoria, embora possível, parece altamente improvável. Isto levanta ainda outra dúvida, já muito discutida pela Internet fora: será que faz sentido ter o «Saturday Night Live» a colocar nomeados entre as séries de comédia? Enquanto não se sabe resposta definitiva, Alex Borstein deve ficar pelo caminho, só que já ninguém lhe tira o primeiro Emmy da carreira: há cerca de uma semana, levou para casa uma estatueta devido à voice over de diversas personagens de «Family Guy». Betty Gilpin parece não ter grandes hipóteses, mas seria provavelmente (a par da eventual vitória de Tatiana Maslany) um anúncio que me faria levantar da cadeira para celebrar.

 

 

Quem vai ganhar: Katie McKinnon
Possível surpresa: Alex Borstein ou Betty Gilpin
Quem devia ganhar: Betty Gilpin

 

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MELHOR SÉRIE

 

Nomeados: Atlanta; Barry; Black-ish; Calma, Larry (Curb Your Enthusiasm); GLOW; Silicon Valley; The Marvelous Mrs. Maisel; Unbreakable Kimmy Schmidt

 

Desde 2015, altura em que a votação de Melhor Série foi aberta a todos os votantes, que «Veep» não dava hipótese à concorrência: nem mesmo a «Atlanta», em 2017. Agora que a série protagonizada por Julia Louis-Dreyfus não entra para as contas, a série vencedora não é fácil de prever, ainda que se deva centrar num combate a duas entre «Atlanta» e «The Marvelous Mrs. Maisel». Nem mesmo o facto de ser a última temporada deve valer a vitória a «Unbreakable Kimmy Schmidt», e o regresso de «Calma, Larry» aos nomeados, onde não constava desde 2012, também não deve ser completamente feliz. Mesmo reconhecendo a possibilidade ser um tiro completamente ao lado, coloco as minhas 'fichas' todas em «Atlanta», a Melhor Comédia para os Globos de Ouro, acreditando que os Emmys vão optar por premiar o génio de Donald Glover (e pensar que ele era só um 'puto' com piada em «Community»?).

 

 

Quem vai ganhar: Atlanta
Possível surpresa: The Marvelous Mrs. Maisel
Quem devia ganhar: GLOW

 

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CATEGORIAS DRAMA

 

Com «A Guerra dos Tronos» de regresso aos nomeados depois de um ano de ausência, a caminhada de «The Handmaid's Tale» parece complicar-se na categoria-maior de Melhor Série. Apesar de ser inegável a qualidade de dramas como «Westworld», «This is Us» ou «Ozark», a concorrência é tão forte que estes intervenientes quase se tornam acessórios da festa dos outros. Assim como tem acontecido na história recente dos Emmys, os prémios de Drama devem ser os mais concorridos e surpreendentes da cerimónia, oferecendo tradicionalmente poucas certezas aquando das previsões. Apesar de tudo, esta é mais uma confirmação de que a saúde da TV está bem e recomenda-se: com séries desta dimensão e complexidade, o maior vencedor é mesmo o espectador.

 

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MELHOR ATOR

 

Nomeados: Ed Harris, Westworld; Jason Bateman, Ozark; Jeffrey Wright, Westworld; Matthew Rhys, Os Americanos (The Americans); Milo Ventimiglia, This Is Us; Sterling K. Brown, This Is Us

 

Não há dúvida que esta categoria tem sido bem preenchida nos últimos anos, com a concorrência de peso a colocar sucessivamente Matthew Rhys de fora. À terceira nomeação consecutiva, o ator pode ter aqui a maior oportunidade de sair com a estatueta, naquela que é a temporada derradeira de «Os Americanos», e que se adivinha a disputa onde a série tem mais hipóteses de ganhar um Emmy que não seja para Margo Martindale (premiada duas vezes como Convidada). Com «This is Us» e «Westworld» a colocarem dois nomeados cada, os votos podem ser repartidos e permitir a emergência de Matthew (a de Jason Bateman é menos provável), ainda que não se possa ignorar a sucessão de vitórias de Sterling K. Brown, por «O Caso de O.J.» e «This is Us». Não obstante, custa imaginar que Jeffrey Wright não vai levar a estatueta pela 'brutalidade' que fez na segunda temporada de «Westworld».

 

 

Quem vai ganhar: Matthew Rhys
Possível surpresa: Sterling K. Brown ou Jeffrey Wright
Quem devia ganhar: Jeffrey Wright

 

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MELHOR ATRIZ

 

Nomeados: Claire Foy, The Crown; Elisabeth Moss, The Handmaid's Tale; Evan Rachel Wood, Westworld; Keri Russell, Os Americanos; Sandra Oh, Killing Eve; Tatiana Maslany, Orphan Black

 

É difícil imaginar a categoria de Melhor Atriz sem pensar em Elisabeth Moss logo a seguir. Uma das grandes responsáveis pelo sucesso estrondoso de «The Handmaid's Tale» nos Emmys de 2017, a atriz esteve simplesmente arrasadora na segunda temporada da narrativa inspirada pelo livro de Margaret Atwood. Mesmo com Keri Russell a espreitar a premiação com a última temporada de «Os Americanos», ou Sandra Oh a querer confirmar a sua versatilidade em «Killing Eve», a estatueta não deverá escapar a Elisabeth. Claire Foy é uma surpresa pouco esperada e deve faltar novamente 'um bocadinho assim' a Evan Rachel Wood para sair por cima. Sendo que «Orphan Black» já acabou há um ano – em 2017 não era elegível devido à estreia tardia –, não se antecipa uma última homenagem (merecida, é certo) àquilo que Tatiana Maslany fez na série, ao interpretar cerca de 20 personagens. Fica o consolo da vitória da atriz, afastada por Ryan Murphy de «Pose» já em fase de andamento, nos Emmys de 2016.

 

 

Quem vai ganhar: Elisabeth Moss
Possível surpresa: Sandra Oh ou Keri Russell
Quem devia ganhar: Elisabeth Moss

 

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MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

 

Nomeados: David Harbour, Stranger Things; Joseph Fiennes, The Handmaid's Tale; Mandy Patinkin, Homeland; Matt Smith, The Crown; Nikolaj Coster-Waldau, A Guerra dos Tronos (Game of Thrones); Peter Dinklage, A Guerra dos Tronos

 

Com o elenco de «The Crown» prestes a ser renovado, esta é a chance final de Matt Smith ser premiado pelo seu príncipe Philip – a colega de elenco Claire Foy já venceu o Globo de Ouro em 2017. Só que depois olho para o lado e vejo Mandy Patinkin que, ao contrário de Claire Danes, tarda a ser reconhecido pelo seu papel em «Homeland». Por seu lado, com «A Guerra dos Tronos» a ser uma clara fan favourite, mas com os votos a surgirem um ano depois da sétima temporada, prevê-se a 'explosão' de David Harbour, e a estatueta merecida para «Stranger Things». O ator foi nomeado também em 2017, mas não teve qualquer hipótese perante o Winston Churchill de John Lithgow. Caso contrário, Peter Dinklage arrisca-se mesmo a fazer a festa.

 

 

Quem vai ganhar: David Harbour
Possível surpresa: Matt Smith ou Peter Dinklage
Quem devia ganhar: David Harbour

 

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MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

 

Nomeados: Alexis Bledel, The Handmaid's Tale; Ann Dowd, The Handmaid's Tale; Lena Headey, A Guerra dos Tronos; Millie Bobby Brown, Stranger Things; Thandie Newton, Westworld; Vanessa Kirby, The Crown; Yvonne Strahovski, The Handmaid's Tale

 

A indicação de vários intérpretes da mesma série pode ser sinal de divisão de votos e emergência de outro candidato, mas neste caso a estatueta dificilmente escapará a «The Handmaid's Tale», que já viu Samira Wiley ser premiada como Atriz Convidada. A dúvida reside somente em que vai ganhar: Ann Dowd venceu esta categoria no ano passado e Alexis Bledel foi premiada como Convidada, enquanto Yvonne Strahovski foi nomeada agora pela primeira vez. Contudo, a terrível Serena de Yvonne parece ser a mais bem colocada para garantir mais votos, ainda que só se possam ter certezas aquando do anúncio da vencedora. Thandie Newton e Vanessa Kirby seriam também vencedoras justíssimas, mas o elenco de nomeadas pode ser demasiado forte para permitir o destaque de uma outsider. Lena Headey poderia ganhar com uma divisão, mas Cersei deve ser incapaz de conquistar este trono (na sua quarta batalha).

 

 

Quem vai ganhar: Yvonne Strahovski
Possível surpresa: Ann Dowd ou Alexis Bledel
Quem devia ganhar: Yvonne Strahovski

 

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MELHOR SÉRIE

 

Nomeados: A Guerra dos Tronos (Game of Thrones); Stranger Things; Os Americanos (The Americans); The Crown; The Handmaid's Tale; This Is Us; Westworld

 

Não coloquem já esta estatueta como garantida para «The Handmaid's Tale». Apesar do sucesso absoluto na cerimónia de há um ano, a verdade é que «A Guerra dos Tronos» não era elegível e, como tal, não conseguiu celebrar a terceira vitória consecutiva na categoria (assim como «Veep», ganhou sempre desde que o voto foi aberto a todos). O Emmy dificilmente escapará a uma destas duas séries, mas qual levará a melhor? Será que o facto de «A Guerra dos Tronos» não ter tido qualquer episódio em 2018 pode ajudar a 'esquecer' a chegada do inverno? Dificilmente, até porque não há dúvidas sobre qual das duas séries tem mais seguidores na plateia... Torna-se quase inglório centrar a discussão em duas séries atendendo à qualidade dos restantes nomeados, até porque «Os Americanos» se arriscam a sair de cena sem qualquer Emmy, mas não se antecipa qualquer surpresa.

 

 

Quem vai ganhar: A Guerra dos Tronos
Possível surpresa: The Handmaid's Tale
Quem devia ganhar: The Handmaid's Tale

 

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Tabela de bitaites:

Catarina Duarte, Denise Liege, Diogo Gonçalves, Filipa Mota, Juliana Melo, Kyle Sousa, Marcos Rodrigues, Marisa Figueiredo, Patrícia Santos, Rute Facote, Sara Castro, Tatiana Sá Silva

 

Emmys 2018: Muito Coração, Pouca (Ou Nenhuma) Razão

Há finais desportivas e há cerimónias de prémios – mas, para o meu coração, é quase tudo praticamente igual. Vou buscar os pompons da claque, visto a camisola e torço fervorosamente pelos meus favoritos. Já se sabe que isto das séries é quase uma religião e os Emmys são a grande missa do ano. Só que, neste caso, existem os santos da casa – e os outros.

 

Os bitaites da Marisa, do Em Banho Café*

 

Dito isto, é-me difícil ser racional nesta coisa de prever vencedores. É que a minha razão sabe quais são as melhores séries e elencos. Até vou espreitando probabilidades e consulto análises detalhadas sobre o painel de nomeados. Faço isso tudo, mas chega-se à Hora H e... é ver-me a proferir injúrias para o ecrã da televisão. Ou a vibrar, de lagrimazinha ao canto do olho, com o discurso apaixonante de vitória dos meus favoritos. Não há meio termo e ser neutro é não ter sangue nas veias (nem as séries no coração).

 

Posto isto, quando a Sara me pede uma previsão de vencedores, fico encalhada na minha dúvida clássica: sigo a razão ou o coração? É um dilema que não me é estranho. Todos os anos, um amigo meu (hey Quedas, és tu!) organiza uma competição pública de previsões dos Óscares (sim, também sou cheerleader nos prémios de cinema). A premissa é simples: há pontos em função da importância da categoria e quem tiver mais pontos é o vencedor. Simples, não? Não.

 

É que se sigo o coração, arrisco-me a atirar ao lado (que já se sabe que o amor é cego). Se sigo a razão, arrisco-me a torcer, durante a cerimónia, por quem não visto a camisola. Ou, pior, a sentir-me a maior vira-casacas da história dos seriólicos quando é, afinal, o meu favorito a subir ao palco e a receber a estatueta – e eu sem acreditar nele e a dar o meu palpite a outro qualquer. É um jogo em que, ganhe quem ganhar, eu vou sempre acabar por perder.

 

Entretanto, chegou sábado e o deadline dado pela Sara aproximou-se tão rapidamente como a Elisabeth Moss (The Handmaid's Tale) me conquistou depois de ser um odiozinho de estimação: nem dei por isso. É preciso escolher um critério e apontar previsões de vencedores. Fiz um-dó-li-tá e escolhi, para estes Emmys, seguir só o coração. Estes são os vencedores que quero mesmo, mesmo, mesmo que subam ao palco. Aqui estão (que este disclaimer já vai longo).

 

And the winner could (please let it) be...

 

Bitaite de Melhor série de drama: The Handmaid's Tale

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Não há que hesitar. The Handmaid's Tale continua com um qualidade irrepreensível e um elenco do caraças. Cada plano é uma obra-prima de fotografia e a narrativa continua tão atual e pungente como o episódio piloto. Num mundo de muitos duques, obrigada por estas damas da televisão.

 

Bitaite de Melhor série de comédia:

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 O conceito dificilmente me levaria a ver a série (wrestling feminino dos anos 80, hello?), mas depois de começar não há como parar a maratona Netflix. Das purpurinas e cabelos dos 80s ao ringue mirabolante, damos por nós a torcer por cada uma daquelas lutadoras de fingir. Merece o Emmy (ou o cinto da vitória). Mas também fico feliz com uma vitória de Atlanta.

 

Bitaite de Melhor série limitada: The Alienist

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Ainda na semana passada, andei de táxi em Lisboa de olhos vendados (não vamos falar disso). E, mesmo assim, senti-me menos no vazio do que quando olho para esta categoria. Não vi nenhum dos nomeados, à exceção de três episódios de The Alienist (de que até gostei bastante). Parece-me uma escolha... óbvia.

 

Bitaite de Melhor ator de drama: Jeffrey Wright

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 Sofri a bom sofrer para fazer um palpite (aguenta corazooon). Em qualidade, Westworld ganha a This is Us. Em emoção, This is Us ganha a Westworld. Ambas são vícios pessoais e ambas têm dois atores nomeados nesta categoria. É muito difícil criar a armadilha emocional que é This is Us, mas Jeffrey Wright merece um reconhecimento pelo que está a fazer em Westworld. A segunda season foi dele – e nem o Homem de Negro (Ed Harris, também de Westworld) lhe pode roubar isso.

 

Bitaite de Melhor atriz de drama: Tatiana Maslany

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 Outra categoria dura de roer. Como já disse, este foi o ano em que Elisabeth Moss levou a melhor sobre o ódio de estimação que lhe tinha. Nem há palavras para descrever a June que ela interpreta em The Handmaid's Tale. Mas Tatiana tem aqui a última hipótese de ganhar um segundo Emmy por Orphan Black (a série terminou em 2017) e pelas cerca de 20 personagens a que dá corpo, voz e alma. A acontecer, pode aproveitar o palco para fazer um pirete a Ryan Murphy que a convidou para entrar em Pose e depois lhe mostrou a porta de saída do estúdio. Vá, acho que todos sabemos que Moss vai ganhar este prémio limpa e justamente... mas uma rapariga pode sonhar!

 

Bitaite de Melhor ator de drama: Ted Danson

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The Good Place tem passado relativamente despercebida, o que é uma pena. Mas quem perde são vocês (pessoas que não veem) e não nós, os fãs. Para esta última categoria, a minha previsão é óbvia – e começou numa certa gargalhada genialmente maléfica. Para todos os outros: cheers!

 

Bitaite de Melhor atriz de comédia: Tracee Ellis Ross

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Por cada 10 dramas, dou hipótese a 1 comédia. Não que seja uma pessoa amarga (god, I hope not!), mas não me rio a qualquer uma. Posto isto, não tenho grandes emoções ou favoritas nesta categoria. Mas sei que, embora ninguém queira ter Bonnie Plunkett como mãe, não há como resistir à atriz que a interpreta: Allison Janney. Contudo, falando de mães inesquecíveis, vou estar a torcer por Tracee Ellis Ross, pelo trabalho hilariante em Black-ish.

 

Bitaite de Melhor ator de série limitada: Benedict Cumberbatch

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John Legend e Darren Criss juntos? Dir-se-ia que é um dueto, mas não, é só uma categoria de Emmys muito bizarra, que junta este senhores de boa voz a clássicos como Antonio Banderas ou Jeff Daniels. Já vos confidenciei que não acompanhei muito do que se passou nisto das séries limitadas? Escolho o Benedict Cumberbatch porque o meu coração ainda está em 221b Baker Street (sim, a morada de Sherlock)... o que pode ser um motivo tão válido como qualquer outro (ou talvez não).

 

Bitaite de Melhor atriz de série limitada: Jessica Biel

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Demorei até começar The Sinner, mas depois de começar não há como parar. E, apesar de Jessica Biel ser uma atriz razoável, a verdade é que se deve a ela o grande mérito de a série nos prender até ao último minuto do último episódio.

 

Bitaite de Melhor Ator Secundário de Drama: David Harbour

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Esta era a oportunidade de escrever algo sobre Stranger Things e agarrei-a com unhas e dentes. A série, com aquele gosto tão bom aos anos 80, continua a deixar-nos colados ao grande ecrã, embora não tenha tanta sorte no que diz respeito a cerimónias de prémios. Talvez seja desta que David Harbour quebre o enguiço e suba ao palco em nome próprio. Aquele xerife-herói, que lembra um pouco a aura de Indiana Jones, bem merece.

 

No entanto, apenas tenho uma exigência: que leve a Winona Ryder consigo. Precisamos de ver novamente aquelas caras que a atriz fez no discurso de Harbour, a agradecer o prémio em nome do elenco, nos SAG Awards. Confusos ou a precisar de uma gargalhada? Aqui está: https://www.youtube.com/watch?v=c996ra7Wqn0 (agradeçam-me nos comentários).

 

Bitaite de Melhor atriz secundária de drama: Yvonne Strahovski

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Segurem-se que as coisas voltam a ficar complicadas. Antes de olhar para as nomeadas, tinha a certeza de que The Handmaid's Tale devia ganhar aqui. Ainda tenho a mesma opinião, mas as coisas complicaram-se: não há uma, nem duas, mas três nomeadas da melhor série do momento (a meu ver, claro, mas a Sara deu-me carta branca para difundir a minha opinião como se fosse a última batata do pacote). E agora? Até sinto uma gota de suor em sítios menos apropriados. O drama é real e estou tão em xeque como daquela vez em que, na primária, tive de escolher entre as minhas melhores amigas para fazer equipas de pisa-pisa-pé (plot twist: não correu bem).

 

Mas pronto, é respirar fundo e lidar. Entre Alexis, Ann e Yvonne, vou dar o mérito onde o mérito deve estar. A Serena de Yvonne foi incrível nesta segunda temporada e, a seguir a June, agarrou todas as atenções. A evolução da personagem ajudou à festa, mas todos sabemos que mesmo os melhores argumentos podem ser estragados por maus atores. Não foi o caso: Yvonne agarrou a oportunidade, fintou e marcou. Foi a Cristina Ferreira das séries. Mas em bom.

 

(Tenho os pompons a postos para qualquer uma das damas nomeadas de The Handmaid's Tale, só para que não reste qualquer dúvida.)

 

Bitaite de Melhor ator secundário de comédia: Alec Baldwin

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Não deve repetir o êxito do ano passado, mas não há como resistir ao Trump de Alec Baldwin. Até porque, a ganhar, devemos ter direito a um tweet em caps diretamente da casa do POTUS.

 

Bitaite de Melhor atriz secundária de comédia: Kate McKinnon

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Lembram-se quando partilhei que não tenho gargalhada fácil? Pois bem, isso é só até me deparar com as expressões de Kate em Saturday Night Live. Ela é humor em estado puro e isso merece ser celebrado. Perante a impossibilidade de ser a BFF de Kate, resta-me a the next best thing: apoiar a sua caminhada até à vitória.

 

Bitaite de Melhor ator secundário de série limitada: Jeff Daniels

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Nops, não vi nenhum dos nomeados em ação. Mas admiro o Jeff desde The Newsroom e tenho uma secreta esperança que ele volte a receber um prémio enquanto masca pastilha elástica. Ou que se aventure por terrenos nunca explorados e chegue ao palco a trincar um belo de um bife. Até porque tanta hora de cerimónia deve dar uma certa larica.

 

Bitaite de Melhor atriz secundária de série limitada: Sara Bareilles

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Adorei a Leticia Wright em Black Museum (Black Mirror), mas depois encontrei a Sara Bareilles na corrida. E não, não vi o Jesus Christ Superstar Live in Concert (o mesmo que deu uma nomeação ao John Legend), mas estou a votar com o coraçãozinho. E nada dá mais cabo do meu coração do que isto: https://www.youtube.com/watch?v=05GZ6G2FZLM.

 

Eu sei, não é um motivo muito justo. Mas todos sabemos que o coração tem razões que a razão desconhece.

 

 

* A Marisa nasceu nos anos 80 e desenvolve ligações emocionais com personagens ficcionadas da televisão. O que, na prática, significa que já chorou horrores com Alf, McGyver, Alex P. Keaton, a tripulação do Love Boat ou com as maravilhosas Golden Girls. Continuou a tradição ao longo dos anos 90 e, mesmo sendo fã incondicional de X-Files, foi com The Pretender que se tornou uma seriólica. Ainda não superou o final genial de Six Feet Under nem o final abrupto de Pushing Daisies. É que isto do bounding com a televisão tem os seus momentos críticos… e ninguém nos prepara para o adeus (ou para a cabeça decepada do Ned Stark).

 

 

A Lista de Compras da Filipa Mota (Versão Emmys)

CATEGORIAS SÉRIE LIMITADA/TV MOVIE

 

MELHOR ATOR

Darren Criss

O Daren Criss está para o Cunanan como o Val Kilmer para o Jim Morrison. Esqueci o rosto dos verdadeiros.

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Nomeados: Antonio Banderas, Genius: Picasso; Benedict Cumberbatch, Patrick Melrose; Darren Criss, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story); Jeff Daniels, The Looming Tower; Jesse Plemons, Black Mirror "USS Callister"; John Legend, Jesus Christ Superstar Live in Concert

 

MELHOR ATRIZ

Jessica Biel

Vi um bocado da série e a Jessica Biel era a protagonista...

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Nomeados: Edie Falco, Law & Order True Crime: The Menendez Murders; Jessica Biel, A Pecadora (The Sinner); Laura Dern, The Tale; Michelle Dockery, Sem Deus (Godless); Regina King, Seven Seconds; Sarah Paulson, American Horror Story: Cult

 

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

Edgar Ramírez

Quase dei o Ricky Martin como favorito mas depois lembrei-me do que sofri com a música Maria nos anos 90.

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Nomeados: Brandon Victor Dixon, Jesus Christ Superstar Live in Concert; Edgar Ramirez, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story; Finn Wittrock, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story; Jeff Daniels, Sem Deus; John Leguizamo, Waco; Michael Stuhlbarg, The Looming Tower; Ricky Martin, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story

 

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

Penélope Cruz

Ugh. Penelope Cruz... Ugh. Conseguiu fazer a voz rouca da Donatella. Ok.

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Nomeados: Adina Porter, American Horror Story: Cult; Judith Light, O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story; Letitia Wright, Black Mirror "Black Museum"; Merritt Wever, Sem Deus; Penélope Cruz, O  Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story; Sara Bareilles, Jesus Christ Superstar Live in Concer

 

MELHOR SÉRIE

O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story

O Ryan Murphy nem sempre acerta na fórmula das suas séries, mas nesta até o Snape dava 10 pontos para os Slytherin.

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Nomeados: Genius: Picasso; Sem Deus (Godless); O Alienista (The Alienist); O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story); Patrick Melrose

 

CATEGORIAS COMÉDIA

 

MELHOR ATOR

Bill Hader

Este gajo diz "Olá" e eu rio 10 minutos sem parar. Não aguento, é visceral.

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Nomeados: Anthony Anderson, Black-ish; Bill Hader, Barry; Donald Glover, Atlanta; Larry David, Calma, Larry (Curb Your Enthusiasm); Ted Danson, The Good Place; William H. Macy, No Limite (Shameless)

 

MELHOR ATRIZ

Lily Tomlin

A Frankie é a única luz de esperança para o outono da minha vida.

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Nomeados: Allison Janney, Vida de Mãe (Mom); Issa Rae, Insecure; Lily Tomlin, Grace & Frankie; Pamela Adlon, Better Things; Rachel Brosnahan, The Marvelous Mrs. Maisel; Tracee Ellis Ross, Black-ish

 

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

Tituss Burgess

Quando um actor é o motivo pelo qual vejo uma série, dou-lhe um Emmy.

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Nomeados: Alec Baldwin, Saturday Night Live; Brian Tyree Henry, Atlanta; Henry Winkler, Barry; Kenan Thompson, Saturday Night Live; Louie Anderson, Baskets; Tituss Burgess, Unbreakable Kimmy Schmidt; Tony Shalhoub, The Marvelous Mrs. Maisel

 

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

Megan Mullally

Não a suporto. Quero que leve o Emmy para casa e o dê ao marido, o Ron Swanson.

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Nomeados: Aidy Bryant, Saturday Night Live; Alex Borstein, The Marvelous Mrs. Maisel; Betty Gilpin, GLOW; Kate McKinnon, Saturday Night Live; Laurie Metcalf, Roseanne; Leslie Jones, Saturday Night Live; Megan Mullally, Will & Grace; Zazie Beetz, Atlanta

 

MELHOR SÉRIE

Atlanta

Donald Glover a levar o génio de Community para um boss level.

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Nomeados: Atlanta; Barry; Black-ish; Calma, Larry (Curb Your Enthusiasm); GLOW; Silicon Valley; The Marvelous Mrs. Maisel; Unbreakable Kimmy Schmidt

 

 

CATEGORIAS DRAMA

 

MELHOR ATOR

Jason Bateman

É o mínimo que podemos dar a alguém que sempre se manteve fiel à sua expressão independentemente de fazer comédia, drama, estar a lavar os dentes ou passear na Eurodisney no Natal.

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Nomeados: Ed Harris, Westworld; Jason Bateman, Ozark; Jeffrey Wright, Westworld; Matthew Rhys, Os Americanos (The Americans); Milo Ventimiglia, This Is Us; Sterling K. Brown, This Is Us

 

MELHOR ATRIZ

Elisabeth Moss

Fui obrigada pela Marisa Figueiredo. E ainda não perdoei a Evan Rachel Wood por me roubar o Marylin Manson.

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Nomeados: Claire Foy, The Crown; Elisabeth Moss, The Handmaid's Tale; Evan Rachel Wood, Westworld; Keri Russell, Os Americanos; Sandra Oh, Killing Eve; Tatiana Maslany, Orphan Black

 

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

Mandy Patinkin

Não por Homeland, mas pelo papel de Inigo Montoya.

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Nomeados: David Harbour, Stranger Things; Joseph Fiennes, The Handmaid's Tale; Mandy Patinkin, Homeland; Matt Smith, The Crown; Nikolaj Coster Waldau, A Guerra dos Tronos (Game of Thrones); Peter Dinklage, A Guerra dos Tronos

 

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

Ann Dowd

Se eu tivesse uma Tia Lídia no meu passado, a minha vida estaria bem mais organizada neste momento.

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Nomeados: Alexis Bledel, The Handmaid's Tale; Ann Dowd, The Handmaid's Tale; Lena Headey, A Guerra dos Tronos; Millie Bobby Brown, Stranger Things; Thandie Newton, Westworld; Vanessa Kirby, The Crown; Yvonne Strahovski, The Handmaid's Tale

 

MELHOR SÉRIE

The Handmaid's Tale

Tudo porque ainda não percebi bem Westworld.

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Nomeados: A Guerra dos Tronos (Game of Thrones); Stranger Things; Os Americanos (The Americans); The Crown; The Handmaid's Tale; This Is Us; Westworld

 

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