Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Androids & Demogorgons

TV KILLED THE CINEMA STAR

Androids & Demogorgons

TV KILLED THE CINEMA STAR

Agenda/Abril: Estreias na Televisão em Portugal

Estreia do mês: O Alienista

Regresso mais esperado: Westworld | The Handmaid's Tale

Figura do mês: Álvaro Morte - La Casa de Papel

 

Os Simpsons - Temporada 28 | FOX Comedy, 1 de abril

 

For the People | FOX Life, 2 de abril

 

The Terror | AMC, 3 de abril

 

La Casa de Papel - Temporada 2 | Netflix, 6 de abril

 

Troia: A Queda de uma Cidade | Netflix, 6 de abril

 

Fastest Car | Netflix, 6 de abril

 

The Boss Baby: Volta a Bombar | Netflix, 6 de abril

 

Billions - Temporada 3 | TVSéries, 7 de abril

 

Legion - Temporada 2 | FOX, 9 de abril

 

Anatomia de Grey - Temporada 1 | FOX Life, 9 de abril

 

Stargate SG-1 | Syfy, 9 de abril

 

Fargo - Temporada 1 | AMC, 10 de abril

 

Perdidos no Espaço | Netflix, 13 de abril

 

The Crossing | TVSéries, 15 de abril

 

Fear the Walking Dead - Temporada 4 | AMC, 16 de abril

 

Colony | Syfy, 17 de abril

 

O Alienista | Netflix, 19 de abril

 

Westworld - Temporada 2 | TVSéries, 23 de abril

 

Deep State | FOX, 23 de abril

 

Robert Kirkman's Secret History of Comics | AMC, 23 de abril

 

Crime, Disse Ela - Temporada 1 | FOX Crime, 23 de abril

 

The Originals - Temporada 5 | Netflix, 25 de abril

 

The Handmaid's Tale - Temporada 2 | N Play, 26 de abril

 

Happy! | Netflix, 26 de abril

 

3% - Temporada 2 | Netflix, 27 de abril

 

The New Legends of Monkey | Netflix, 27 de abril

 

The 100 - Temporada 5 | Netflix, 29 de abril

 

Superstições | Netflix, 29 de abril

 

 

Station 19: Deixem-se 'Enganar' Como em «Anatomia de Grey» e Depois Queixem-se

Antes de deixar a ABC para se juntar à Netflix, Shonda Rhimes entrega um presente (envenenado) para fazer jus ao seu legado de mais de uma década: «Station 19» tem a capacidade de conquistar o público, e de desfazer as suas ilusões em segundos. Não é por acaso que, no Brasil, Shonda passou a ser conhecida por 'Shondanás'. Tudo o que a bem-sucedida produtora toca tem a capacidade de se autodestruir em segundos.  Depois não digam que não foram avisados.

 

1.jpg

 

Próxima paragem: Dramaland. Shonda Rhimes pode estar prestes a despedir-se da sua Shondaland, estabelecida durante mais de uma década com «Anatomia de Grey» e outras séries, como «Scandal» e «Como Defender um Assassino» [How to Get Away With Murder no título original], mas vai sair da ABC com um BANG. Após a estreia do outro lado do oceano, «Station 19», o anunciado spin-off de Grey's, chegou ontem à FOX Life Portugal e «For The People» tem encontro marcado no mesmo canal na próxima segunda-feira, 2 de abril. Se acham que «Station 19» tem uma história muito parecida à que lhe deu origem, estão certos! Stacy McKee aventura-se agora como criadora a solo, mas tem a escola de Shonda: escreveu, aliás, 33 episódios de «Anatomia de Grey» desde 2005, tendo sido promovida progressivamente até produtora executiva.

 

É certo que se torna inglório avançar com um spin-off de bombeiros quando «Chicago Fire» já repetiu a fórmula exaustivamente desde 2012, somando ao Quartel 51 séries sobre polícias e médicos, e um drama legal malsucedido. Mas quem tem «Anatomia de Grey» tudo pode, e é também por isso que «Station 19» traz a carga pesada logo no episódio piloto, com as participações super especiais de Chandra Wilson e Ellen Pompeo (Miranda Bailey e Meredith Grey). Será de esperar que a fórmula se repita, até pela proximidade natural entre os bombeiros e os profissionais médicos. Caminho inverso fez o ator Jason George, o cirurgião Ben Warren, que confirmou os rumores e se juntou ao elenco da nova série do universo Shondaland. Na série-mãe desde 2010, vem reclamar outro protagonismo em «Station 19», onde começa por ser o 'novato' e, consequentemente, um dos grandes responsáveis pela componente cómica.

 

3.jpg

 

Mas vamos ao que interessa. «Station 19» tem os ingrediente todos que fizeram a receita indestrutível de «Anatomia de Grey»: missões de alto risco, sexo e (muito) drama. Assim como é prática de Shonda Rhimes, a protagonista volta a ser uma mulher, desta feita Andy Herrera (Jaina Lee Ortiz, «Rosewood»), a filha do comandante da Station 19, Pruitt (Miguel Sandoval). Envolvida num relacionamento secreto com Jack Gibson (Grey Damon, «Star-Crossed», «Aquarius»), Andy continua à procura do seu lugar dentro da profissão e da sua vida pessoal, onde sempre jogou pelo seguro. Assim como Meredith na série-mãe, também a personagem de Jaina empresta a voz à narração do piloto, com uma analogia bem conseguida entre o que está a viver e as escolhas seguras que foi fazendo ao longo da vida. Quando deixa de as fazer, está tudo estragado, certo?

 

Mal damos conta e já estamos investidos na vida das personagens que se passeiam no pequeno ecrã [quem foi amiga e avisou logo no título deste texto?], tal como aconteceu com muitos dos seriólicos que ainda não conseguiram largar «Anatomia de Grey». O braço-direito de Andy tem pouco a ver com Cristina Yang (Sandra Oh), mas Maya Bishop (Danielle Savre) desempenha o mesmo papel que Yang na vida de Meredith Grey. Já o lado sexual de «Station 19» não é descurado, e também Andy promete ter umas quantas histórias para contar no final da temporada, que não se adivinha nada tranquila. Por um lado, o caso mal fechado com o melhor amigo da infância, o agente Ryan Tanner (Alberto Frezza), e a disputa pelo cargo de chefia com Gibson, que se preparava para pedi-la em casamento. Drama, drama, drama.

 

2.jpg

 

A minha maior dificuldade, admito, é ver Okieriete Onaodowan entre o cast, uma vez que fico à espera que ele largue um sonoro HERCULES MULLIGAN, tal como fazia a personagem que interpretou no cast original do popular musical Hamilton, idealizado por Lin-Manuel Miranda. Ainda assim, a série vale por personagens de segunda linha como Dean (Okieriete Onaodowan) e Victoria (Barrett Doss), que quebram o clima mais pesado e caraterístico de dramas nesta linha, brincando, pelo caminho, com vários estereótipos e ideias feitas acerca dos bombeiros. De resto, «Station 19» é uma aposta que corresponde ao género que Shonda Rhimes nos habituou, ainda que tenha de crescer muito para corresponder à qualidade de séries como «Como Defender um Assassino» e até algumas temporadas de «Anatomia de Grey».

 

 

 

Primeiras Impressões Sobre «Silicon Valley» e «Barry»

Se achava que era desta que ia deixar de ver séries até às tantas, o TVSéries oferece-lhe duas estreias imperdíveis que lhe vão estragar os planos: «Barry» e a quinta temporada de «Silicon Valley». A METROPOLIS já viu e prepara-o para o que aí vem.

 

1.jpg

 

A parceria do TVSéries com a HBO voltou a dar frutos e, esta madrugada, poderá assistir à estreia mundial de duas das principais apostas do canal no género de comédia, primeiro com o regresso muito aguardado de «Silicon Valley», às 2 da manhã, e meia hora depois com a estreia absoluta de «Barry». Vai ser uma hora seguida a rir até às lágrimas, com a quinta temporada de «Silicon Valley» a superar a ausência do inigualável Erlich Bachman (T.J. Miller) e «Barry» a apresentar uma das premissas mais surreais da presente temporada televisiva.

 

Depois do desprezível Gavin Belson (Matt Ross) abandonar Erlich à sua sorte, após um período no Tibete que não parece ter alterado em nada a sua sede de poder, «Silicon Valley» procura uma nova identidade, independente da sua personagem mais emblemática. É certo que a opção de saída foi de T.J. Miller, mas a série deixa claramente a porta aberta para o seu regresso, ainda que se recuse a parar (e ainda bem). Richard Hendricks (Thomas Middleditch), Bertram Gilfoyle (Martin Starr), Dinesh Chugtai (Kumail Nanjiani) e Jared (Zach Woods) nem sabem como escaparam à ruína no final da quarta temporada, mas voltam em força e prontos a conquistar, uma vez mais, Silicon Valley – novamente com a concorrência feroz de Gavin Belson.

 

2.jpg 

Com os servidores da Hooli em luta cerrada com a Internet descentralizada de Richard e companhia, para a qual o próprio Gavin cedeu a patente, há muitas contas a ajustar no pequeno ecrã: com linguagem bem geek a acompanhar. Para ajudar à confusão, o terrível Pelant de «Ossos», Andrew Leeds, regressa para nos atormentar novamente, mas com muita piada à mistura. Não há certezas relativamente a onde vai parar a série criada por John Altschuler, Mike Judge e Dave Krinsky, mas o argumento persuade-nos a ficar para descobrir. Após fintar a tragédia quando nada o fazia prever, Richard promete ter tomado o gosto por quebrar as regras – inovando perante a ausência de Erlich, que testava tantas vezes os seus limites. Destaque ainda para Jian Yang (Jimmy O. Yang), numa storyline simples mas irresistível.

 

 

Em estreia absoluta, chega «Barry», cocriada e protagonizada pelo talentoso Bill Hader. Com uma história escrita a quatro mãos com Alec Berg, produtor executivo de séries como «Seinfeld», «Calma, Larry» e «Silicon Valley», o ator lança uma premissa arrasadora, que combina «Dexter» com «La La Land: A Melodia do Amor» (2016) (e outras tantas histórias sobre encontrar o sonho de ser ator e o amor). A mistura parece estranha, é certo, mas a verdade é que resulta: Barry (Hader) é um assassino contratado em depressão, que parece aborrecido com a vida quotidiana que leva, e a cumpre de forma quase maquinal. Para agitar um pouco as águas, o seu mentor, Fuches (Stephen Root) – cuja presença, como aprendemos recentemente, deve ser sinal para «Foge» (2017)envia-o para Los Angeles, onde deve matar o amante da mulher de um mafioso.

 

No entanto, quando conhece o seu alvo, interpretado por Garrett Hedlund, Barry encontra também algo inesperado: a sua paixão pelo teatro. Embora o professor Cousineau (Henry Winkler) não tenha o feitio mais fácil, a verdade é que a sua reputação é mais do que suficiente para juntar um promissor grupo de pessoas que querem vingar em Los Angeles. Sem ninguém suspeitar que Barry é, na verdade, um assassino em série, o ator vai tentando conciliar agendas e vingar na terra dos sonhos. Esta é a aposta mais ousada de Bill Hader, mais conhecido pelos seus trabalhos de dobragem e, claro está, pela sua passagem por «Saturday Night Live». Uma das sinopses mais sem nexo dos últimos tempos e, também por isso, uma das mais imperdíveis.

 

Texto originalmente publicado na Metropolis.

 

 

Estado Atual: Numa Relação Complicada Com «O Mecanismo»

Ter uma série original brasileira focada no escândalo Lava Jato, criada por José Padilha e com Selton Mello no papel de maior destaque? Vou já ver! Ah... Afinal é ficção. «O Mecanismo» prometia, e muito, graças ao marketing e parecia destinada a um sucesso estrondoso: mas tudo começa mal, logo no primeiro frame de texto – onde se afasta do documental e se assume como obra totalmente criativa.

 

1.jpg

 

Com várias séries originais Netflix já anunciadas, o Brasil lançou hoje, 23, a sua segunda aposta para o serviço de streaming (depois de «3%»), «O Mecanismo». A promoção da série criada por José Padilha, o realizador dos filmes da «Tropa de Elite», aguçou a curiosidade do público global, uma vez que apontava diretamente ao maior escândalo financeiro da história do nosso país irmão. Relativamente recente, ainda que longe de ser um tópico consensual, a polémica baseada na lavagem de dinheiro, e corrupção em diversos cargos de importância, é meio caminho andado para captar audiência. E a outra metade?

 

Apesar de a estrutura de «O Mecanismo», no geral, me interessar e me cativar enquanto espectadora, há outra parte de mim que reprova a abordagem ao assunto. Se é sobre o Lava Jato, porquê a ascensão de Marco Ruffo (Selton Mello) ao estatuto de herói, o polícia ficcional que começa a desmontar a conspiração, se nem sequer se trata de uma personagem factual? Será possível, para mim, separar a qualidade da narrativa da exigência de outro tipo de aposta sobre a Lava Jato? A julgar pelas opções que se vão sucedendo, nomeadamente nos primeiros episódios, a missão estará ao nível da saga do Tom Cruise.

 

2.jpg

 

Numa altura tão disputada para os estúdios televisivos, onde os hiatus são coisas do passado e a peak season dura 12 meses por ano, a tentiva de fazer a diferença começa logo no marketing da série. Além das baterias apontadas à polémica denominada Lava Jato, que continua a marcar a atualidade do país e até do mundo, a série poderá ter 'aproveitado' a discussão recente sobre o homicídio de Marielle Franco. A política e a justiça brasileiras têm os holofotes sobre si e, embora «O Mecanismo» contribua para a análise, dificilmente trará alguma coisa de novo em termos factuais.

 

Moral da história, estou numa relação complicada. Se, por um lado, reconheço a qualidade de realização e argumento da série; por outro, não sou capaz de esquecer a necessidade (que sinto) de uma vertente mais documental, apoiada em pessoas reais e acontecimentos concretos. Poderá, certamente, ser cedo para reescrever de forma minuciosa um acontecimento de tamanha envergadura e tão próximo temporalmente, mas então porquê chamar à intriga central Lava Jato? Porque não apelidar o escândalo com outro nome e fazer algo mais independente da história real? Marketing, sempre o maldito do marketing e das expetativas que ele alimenta...

 

 

Nailed It!: Finalmente os "Cromos" do «Masterchef» Têm uma Série

É a série que (provavelmente) não estão a ver, mas deviam. Não é comédia, não é drama, ainda que seja também isso, e muito menos se trata do típico reality show de cozinha. «Nailed It!» é o concurso culinário de que precisávamos, embora talvez nem o suspeitássemos. Confusos? Bem, o melhor é mesmo ver para crer!

 

1.jpg

 

Hoje acordei com uma ameaça no meu telemóvel. "Eu mato-te! Estava quase a dormir, tenho de acordar às 7 horas e vou no quarto episódio", escreveu a Filipa às 2h50. Acho que nunca a consegui pôr a fazer uma maratona tão depressa, o que diz muito sobre ela e, sobretudo, sobre mim. «Nailed It!» [«Perfeito!» na tradução para português] tem uma das premissas mais preguiçosas e, ao mesmo tempo, mais inusitadas em televisão. Procurando reestabelecer o equilíbrio no mundo dos concursos no pequeno ecrã, e promovendo a igualdade de oportunidades, a série da Netflix leva a concurso os cozinheiros mais desastrosos das redes sociais (e não só). Os geniozinhos da culinária já têm programas suficientes, certo? Afastem-se, chegou a vez dos 'cromos', que é como quem diz, dos cozinheiros normais que não são dados a espectacularidades.

 

A experiência de recomendar esta série é verdadeiramente engraçada. Mal se fala em série com comida à mistura, as pessoas torcem o nariz. "Mais uma?". Sim, mais uma, mas não é uma qualquer. Esqueçam a impressionante «Zumbo's Just Desserts», também da Netflix, e os programas que, rotineiramente, passam na SIC Mulher e no 24Kitchen. Isto é outro nível e, ao contrário do habitual, a qualidade mede-se por baixo. Gostava, aliás, de ver os castings de acesso a esta prova, pois desafiam tudo aquilo que aprendemos ao longo da vida, já que os piores são premiados e os melhores vão para casa. O que motivaria, inclusivamente, outra série: para aqueles que não são maus o suficiente para «Nailed It!» nem bons que chegue para «Masterchef» e companhia.

 

2.jpg

 

Quem nunca se armou em Gordon Ramsay ou Jamie Oliver e improvisou uma lição gastronómica em casa? A generalidade dos participantes de «Nailed It!», três por episódio, levou a aula para outro palco e até têm canais de Youtube onde partilham a sua 'mestria'. Com um ar muito amador e uma falta de jeito encantadora, que certamente fez a diferença para a sua seleção, sendo que o programa, basicamente, premeia o menos mau entre o trio de participantes. Cada episódio está dividido em duas provas, ainda que a segunda tenha um peso claramente superior na hora de definir o vencedor, naquele que é um desafio épico bem longe do alcance dos cozinheiros postos à prova. Por sua vez, a prova inicial tem um 'pequeno' prémio para o melhor dessa ronda, assim como uma distração de vantagem para o pior concorrente – que pode escolher, na prova final, congelar o tempo três minutos para os adversários ou levar a divertidíssima apresentadora, Nicole Byer, a distraí-los durante três minutos.

 

Passamos metade do episódio a rir-nos das figurinhas alheias, e a outra metade a ter pena dos concorrentes e a culpar-nos pelo que nos rimos. É uma viagem bipolar, sem qualquer dúvida. Como resistir à tentação de soltar uma gargalhada quando um participante, vamos dizer razoável, apresenta um discurso digno do Gordon Ramsay num concurso entre chefs? Não pode ser tudo falta de noção, mas o que é certo é, mesmo que toda esta mistura de sensações, não conseguimos parar de ver a série. E até quando questionamos a ética e os limites de quem desenvolveu «Nailed It!», ou um comentário mais 'bruto' de Nicole, seguimos a frase altamente ponderada de uma gargalhada estridente que, muito provavelmente, acordou os vizinhos de cima. Somos péssimos – e os participantes também, por isso vejam!

 

Fiquem com alguns dos 'melhores' resultados:

 

3.png

 

4.jpg

 

5.jpg

 

6.png

 

 

 

 

Dia do Pai: Top 10 de Pais [Atualmente] no Pequeno Ecrã

Para assinalar o Dia do Pai, fiquem com o top 10 de pais em séries televisivas a decorrer. Como já é sua imagem de marca, Jack Pearson, de «This is Us», volta a colocar a fasquia a um nível inatingível. Concordam com a lista? Deixem também os vossos favoritos.

 

1.jpg

 Jack Pearson (Milo Ventimiglia) - This is Us

 

2.jpg

 Phil Dunphy (Ty Burrell) - Modern Family

 

3.jpg

George Cooper Sr. (Lance Barber) - Young Sheldon

 

4.jpg

Jaime Lannister (Nikolaj Coster Waldau) - Game of Thrones (LOL)

 

5.jpg Terry Jeffords (Terry Crews) - Brooklyn Nine-Nine

 

6.jpg

Bob Belcher (H. Jon Benjamin) - Bob's Burgers

 

7.jpg

Dre Johnson (Anthony Anderson) - Black-ish

 

8.jpg

Louis Huang (Randall Park) - Fresh Off the Boat

 

9.jpg

Ramesh (Shoukath Ansari) - Master of None

 

10.jpg

Dan Conner (John Goodman) - Roseanne

 

 

Pág. 1/3